A Avon e o Instituto Natura lançaram o Movimento Pela Vida das Mulheres, iniciativa voltada a ampliar a capacidade da sociedade de reconhecer diferentes formas de violência contra a mulher e agir de maneira responsável diante dessas situações.
O projeto reúne Instituto Maria da Penha, No more Brasil, Senado Federal, Grupo Mulheres do Brasil e Gênero e Número. Com atuação prevista até 2035, a mobilização busca tratar o enfrentamento à violência como uma responsabilidade coletiva, incluindo a participação dos homens.
A campanha “Somos Maiores que a Violência” marca o início da iniciativa e dá continuidade ao trabalho realizado em 2025 com “Chame pelo Nome”. Além de ajudar a identificar violências físicas, psicológicas, sexuais, morais e patrimoniais, a nova comunicação apresenta orientações sobre como apoiar mulheres de forma segura.
O movimento parte de dados que evidenciam a dificuldade de reconhecimento e resposta ao problema. Segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher de 2025, 33% das brasileiras relataram ter vivido ao menos uma de 13 situações concretas de violência, o equivalente a cerca de 29 milhões de pessoas. No entanto, apenas 4% declararam espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar.
A diferença representa aproximadamente 24 milhões de mulheres que somente identificaram a violência após serem apresentadas a exemplos específicos. Outro levantamento do Instituto Natura e da Avon aponta que 62% dos brasileiros não possuem informação suficiente sobre leis, formas de violência e canais de apoio para ajudar uma mulher.
“O Movimento nasce para mudar essa realidade: queremos que cada vez mais pessoas saibam reconhecer a violência, dar nome ao que acontece, importar-se e agir de maneira responsável e segura”, afirma Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil.
Segundo Cecília Ribeiro, diretora de Avon na América Latina, a iniciativa amplia uma atuação já desenvolvida pelas organizações na defesa dos direitos e da saúde das mulheres. “Ao investir no enfrentamento à violência de gênero, estamos investindo na dignidade humana e no futuro da nossa sociedade”, diz.
Para Maria da Penha, fundadora e presidente de honra do instituto que leva seu nome, a existência da legislação precisa ser acompanhada por informação acessível. “Precisamos fazer com que a informação chegue às pessoas, que as diferentes formas de violência sejam reconhecidas e que cada mulher saiba que tem direitos e pode contar com uma rede de proteção”, afirma.



