Os bancos já foram vistos como os vilões da sociedade. Verdade seja dita. No Brasil, a concentração bancária historicamente resultou em tarifas elevadas e nas maiores taxas de juros reais do mundo, sustentando a percepção popular de lucros recordes à custa do endividamento das famílias.
Na Idade Média, por exemplo, a cobrança de juros era considerada um pecado moral pela Igreja Católica. Mas hoje o cenário é outro. Com a chamada “descentralização” dos bancos, a ascensão das fintechs e dos bancos digitais nos últimos anos e a tal desburocratização do acesso ao dinheiro, a percepção de um sistema financeiro como agente explorador vai ficando para trás.
O setor bancário brasileiro é um dos maiores motores da economia e considerado um dos mais modernos e digitalizados do mundo — os bancos brasileiros investem de R$ 45 bilhões a R$ 47 bilhões ao ano em infraestrutura tecnológica, segurança cibernética e inteligência artificial.
Se a gente for parar para pensar, a vida da maioria das pessoas está nas mãos de um banco. Para financiar a casa própria, o banco é a primeira instituição que se deve procurar.
As empresas, por sua vez, vão aos bancos quando precisam de capital para investir em modernização de maquinário e ampliação das suas estruturas ou até mesmo em épocas difíceis para meramente sobreviver se utilizando de capital de giro. É por isso que os juros altos travam a economia.
Consumidores e empresas adiam seus sonhos e projetos diante de parcelas impagáveis devido ao alto custo do dinheiro. Só que os juros não caem na marretada, para isso acontecer é preciso que o governo gaste dentro do que arrecada, caso contrário, vai fazendo dívida e gerando o que se conhece como “risco país”, que é o fator número um dos juros altos.
Críticas e ideologias à parte sobre o papel dos bancos, o desenvolvimento da economia está totalmente atrelado ao setor. Para a propaganda, eles têm enorme importância. As campanhas memoráveis são inúmeras. Fora o peso econômico. O segmento financeiro está no top 3 de investidores em publicidade.
Além de tudo isso, eles também são chamados de os ‘mecenas contemporâneos’, tamanha a sua influência em ações ligadas à cultura. Bancos sempre estiveram conectados com iniciativas culturais, deram nome a cinemas, financiaram filmes, mas o aumento de prédios e eventos proprietários chama a atenção.
O Nubank, fenômeno entre os bancos digitais, acaba de inaugurar o Nubank Arte Lab, no primeiro piso do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, com a exposição ‘O Brasil de Tarsila’. Já o Itaú Unibanco declara investimento de R$ 49 milhões para a construção do novo prédio do Itaú Cultural, que terá mais de 12 mil m².
Reportagem especial nesta edição mostra a força do patrocínio cultural dos bancos, com teatros próprios, como é o caso do Bradesco e do Santander, festivais proprietários, C6 no Rock, naming rights e muito mais.
Palmeiras
Em 26 de agosto foi celebrado o aniversário de 112 anos da Sociedade Esportiva Palmeiras, maior campeão nacional e que caminha sob o comando do brilhante Abel Ferreira para mais um título do Brasileirão. Quem foi ao jogo na quarta-feira não conteve as lágrimas com o vídeo do influenciador de aviação Lito Souza, transmitido nos telões do Nubank Parque. Lito enfrenta uma doença rara e degenerativa. Força, Lito!





