A Atenas.ag, fundada em 2007 e liderada por Denise Garrido e Quércia Andrade, parte de uma premissa para pensar experiências de marca: “Primeiro precisa valer a pena viver, depois vale a pena postar”, argumenta Quércia.
Para ela, uma ativação precisa provocar “emoção, descoberta, conexão, diversão ou pertencimento” antes de ser pensada pelo potencial de circulação nas redes sociais. “Na Atenas.ag, usamos muito a inteligência cultural para entender o que está mobilizando as pessoas e como uma marca pode entrar nessa conversa de forma legítima”, conta.
Nessa lógica, o compartilhamento surge como consequência. “Quando a experiência é boa de verdade, o compartilhamento acontece naturalmente”, completa ela. Esse direcionador cultural orienta os projetos da agência. Com a Heineken, por exemplo, a partir da relação que se fortaleceu em 2025 com um contrato de três anos, a agência atua principalmente nos territórios de sustentabilidade e cultura. A parceria sucedeu trabalhos em eventos como Rock in Rio, o festival proprietário No Line-Up e a campanha ‘#HeineQueen’, criada durante a passagem de Madonna pelo Brasil.
Esse tipo de construção exige, na visão dela, a participação de creators desde o início dos projetos. “Cada vez mais, o creator precisa entrar antes no processo. Ele conhece profundamente sua comunidade, domina aquela linguagem e sabe o que gera identificação.”
Dependendo da ação, esse repertório pode contribuir diretamente para a concepção criativa. A proposta é não aderir ao influenciador apenas na etapa final para amplificar uma ideia já definida. “Quando existe essa troca desde o início, a participação tende a ser muito mais orgânica e relevante para quem está do outro lado.”
Quércia aponta ainda um ponto em comum com os demais executivos ouvidos: o Brasil já parte de uma força criativa, mas pode avançar na integração entre dados, personalização e tecnologia. “Olhando para fora, acredito que podemos avançar principalmente no uso de dados, personalização e tecnologia integrada à experiência. Mas sem simplesmente importar formatos. Na Atenas.ag, acreditamos muito nessa combinação entre o que existe de mais inovador no mundo e a nossa inteligência cultural, entendendo como isso faz sentido para o público brasileiro.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 07 de setembro.




