O Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027 – primeira edição do torneio na América do Sul. Treinada por Arthur Elias, a seleção nacional entrará nos gramados para disputar um título inédito. Mas no campo digital, a vitória é certa.
A equipe foi a primeira da categoria a superar 3,1 milhões de seguidores no Instagram, à frente de rivais como Estados Unidos, com 2,3 milhões; Inglaterra, com 1,5 milhão; Austrália, com 758 mil; e França, com 634 mil. O engajamento passou de 15,5 mil interações em janeiro para 28 mil em julho. A média mensal é de aproximadamente um milhão de visualizações, quase o dobro da Inglaterra, segunda colocada nessa métrica, com cerca de 600 mil. O perfil do time brasileiro alcançou 780 mil usuários, seguido pela Alemanha, que registrou 420 mil. O retorno de mídia é estimado em cerca de R$ 9 milhões.
As redes oficiais do Campeonato Brasileiro Feminino e da Copa do Brasil Feminina repetem o lance. Só o Brasileirão cresceu 383% em engajamento no primeiro semestre. “A taxa de engajamento com o futebol feminino é cerca de 5% a 6% maior do que a média do mercado”, calcula Mônica Esperidião, chief strategy officer (CSO) da FSports, que detém os direitos exclusivos de comercialização do futebol feminino da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2029. O acordo inclui Brasileirão, Copa do Brasil, Supercopa e a seleção brasileira.
A empresa reuniu mais de 200 convidados e agentes do mercado na primeira edição do ‘FF.Co – Comunidade do futebol feminino’, realizada no estádio do Pacaembu, na região Oeste de São Paulo, no dia 24 de agosto, para apresentar dados de audiência e consumo captados em parceria com Google Trends, Horizm e Ibope Repucom. Sob o tema ‘O futuro nasce do encontro’, o evento recebeu representantes de 40 empresas.
Pontapé
O plano foi iniciado no ambiente digital para mostrar o potencial de negócios e atrair o interesse das marcas. Uber, Amazon, Itambé e Hyundai chegaram em junho nas competições nacionais. Depois vieram Sicoob, Monange e Coca-Cola. Ainda falta um patrocinador. Negociações estão em curso.
Para a FSports, a Copa do Mundo feminina começou no dia em que o Brasil perdeu a chance do hexacampeonato no Mundial masculino. Nem deu tempo de lamentar. “Foram quase oito meses para trazer quatro marcas. Mal a seleção masculina foi desclassificada da Copa e fechamos três marcas em três semanas”, lembra Mônica.
Uber e Amazon também entraram nas seleções, a exemplo da Azul. “Não se vende mais a seleção feminina separada da masculina. Em acordos passados, a marca fechava parceria com a CBF e ganhava a seleção feminina”, observa.
A meta é captar um naming rights para os três campeonatos da CBF. “Por mais que o Brasileirão seja o mais conhecido, a Copa do Brasil veio com força neste ano. A Supercopa é um jogo apenas. O feminino ainda não tem peso para vender um naming rights para a Copa do Brasil e outro para o Brasileiro. É mais forte agregar, e a marca ter visibilidade em todos”, explica Mônica. Os torneios totalizam 240 jogos por ano, mais de 60 milhões de espectadores e R$ 321 milhões em valor de mídia.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 14 de setembro.




