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FSports busca oitava marca para futebol feminino e naming rights de torneios

Dona dos direitos exclusivos de comercialização dos torneios da CBF até 2029 deve receber aval também para transmissões no próximo ano
Tainá Maranhão comemora gol em amistoso contra os Estados Unidos na Neo Química Arena, em São Paulo, em junho de 2026 | Imagem: Gabriel Heusi

O Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027 – primeira edição do torneio na América do Sul. Treinada por Arthur Elias, a seleção nacional entrará nos gramados para disputar um título inédito. Mas no campo digital, a vitória é certa.

A equipe foi a primeira da categoria a superar 3,1 milhões de seguidores no Instagram, à frente de rivais como Estados Unidos, com 2,3 milhões; Inglaterra, com 1,5 milhão; Austrália, com 758 mil; e França, com 634 mil. O engajamento passou de 15,5 mil interações em janeiro para 28 mil em julho. A média mensal é de aproximadamente um milhão de visualizações, quase o dobro da Inglaterra, segunda colocada nessa métrica, com cerca de 600 mil. O perfil do time brasileiro alcançou 780 mil usuários, seguido pela Alemanha, que registrou 420 mil. O retorno de mídia é estimado em cerca de R$ 9 milhões.

As redes oficiais do Campeonato Brasileiro Feminino e da Copa do Brasil Feminina repetem o lance. Só o Brasileirão cresceu 383% em engajamento no primeiro semestre. “A taxa de engajamento com o futebol feminino é cerca de 5% a 6% maior do que a média do mercado”, calcula Mônica Esperidião, chief strategy officer (CSO) da FSports, que detém os direitos exclusivos de comercialização do futebol feminino da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2029. O acordo inclui Brasileirão, Copa do Brasil, Supercopa e a seleção brasileira.

A empresa reuniu mais de 200 convidados e agentes do mercado na primeira edição do ‘FF.Co – Comunidade do futebol feminino’, realizada no estádio do Pacaembu, na região Oeste de São Paulo, no dia 24 de agosto, para apresentar dados de audiência e consumo captados em parceria com Google Trends, Horizm e Ibope Repucom. Sob o tema ‘O futuro nasce do encontro’, o evento recebeu representantes de 40 empresas.

Pontapé

O plano foi iniciado no ambiente digital para mostrar o potencial de negócios e atrair o interesse das marcas. Uber, Amazon, Itambé e Hyundai chegaram em junho nas competições nacionais. Depois vieram Sicoob, Monange e Coca-Cola. Ainda falta um patrocinador. Negociações estão em curso.

Para a FSports, a Copa do Mundo feminina começou no dia em que o Brasil perdeu a chance do hexacampeonato no Mundial masculino. Nem deu tempo de lamentar. “Foram quase oito meses para trazer quatro marcas. Mal a seleção masculina foi desclassificada da Copa e fechamos três marcas em três semanas”, lembra Mônica.

Uber e Amazon também entraram nas seleções, a exemplo da Azul. “Não se vende mais a seleção feminina separada da masculina. Em acordos passados, a marca fechava parceria com a CBF e ganhava a seleção feminina”, observa.

A meta é captar um naming rights para os três campeonatos da CBF. “Por mais que o Brasileirão seja o mais conhecido, a Copa do Brasil veio com força neste ano. A Supercopa é um jogo apenas. O feminino ainda não tem peso para vender um naming rights para a Copa do Brasil e outro para o Brasileiro. É mais forte agregar, e a marca ter visibilidade em todos”, explica Mônica. Os torneios totalizam 240 jogos por ano, mais de 60 milhões de espectadores e R$ 321 milhões em valor de mídia.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 14 de setembro.

Janaina Langsdorff
Janaina Langsdorff
Editora
janaina@propmark.com.br

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