A Fbiz apresentou, nesta terça-feira (22), o estudo ‘Prompt-me’, realizado em parceria com a On The Go, que mapeia comportamentos relacionados ao uso de inteligência artificial no Brasil. Entre as aplicações mais citadas, 42% dos usuários afirmam recorrer à tecnologia para produzir fotos, vídeos e textos.
Também aparecem o uso de assistentes de escrita para melhorar textos (37%), ferramentas de apoio a trabalhos escolares, universitários ou cursos (32%) e aplicações para análise de dados e automação de tarefas profissionais (32%).
O levantamento ouviu 1.200 brasileiros de todas as regiões do país, entre homens e mulheres com 16 anos ou mais, das classes ABCDE, que conhecem e já utilizaram ao menos uma ferramenta de inteligência artificial. Segundo a agência, a pesquisa tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
“A IA não inventou novos hábitos, mas agiu como um amplificador do ‘jeitinho’ brasileiro”, afirma Vitor Amos, VP de estratégia da Fbiz. O executivo define esse comportamento como “gamb-IA-rra”, ao citar usos que vão de orientações para instalar e consertar aparelhos à criação de logos e propagandas para pequenos negócios.
Uso frequente e majoritariamente gratuito
Segundo o estudo, 80% dos brasileiros de 16 anos ou mais abordados já utilizam ao menos uma ferramenta de IA. Entre os usuários, 42% recorrem à tecnologia várias vezes ao dia e 44% algumas vezes por semana. Assim, 86% dos usuários afirmam usar inteligência artificial ao menos semanalmente.
A adoção é recente: segundo o estudo, a relação dos brasileiros com essas ferramentas ainda tem menos de um ano.
O uso permanece majoritariamente gratuito. Entre os usuários, 77% utilizam apenas ferramentas sem cobrança, enquanto 20% combinam versões gratuitas e pagas e 3% recorrem somente a serviços pagos. Entre quem desembolsa por essas soluções, os principais motivos são maiores limites de uso (57%), acesso a recursos exclusivos (53%) e utilização profissional (53%).
IA ganha espaço como primeira fonte de consulta
A pesquisa indica que 53% recorrem à IA como primeira opção quando procuram uma resposta rápida e objetiva, enquanto 48% fazem o mesmo quando precisam compreender um assunto complexo.
A tecnologia também aparece como primeira escolha para resumir assuntos (45%), gerar textos, imagens ou outros conteúdos (45%), organizar ideias ou fazer planejamentos (36%) e comparar alternativas (32%). Para 26%, a IA também é uma primeira opção quando precisam de ajuda para tomar uma decisão.
Essa influência já chega à jornada de compra. Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados afirmam ter utilizado ferramentas de IA para pesquisar produtos ou serviços antes de uma aquisição.
A relação também não está concentrada em uma única plataforma. Em média, os participantes conhecem 5,2 ferramentas de inteligência artificial e utilizam 3,4. Para a Fbiz, a multiplicidade é relevante para as marcas porque diferentes serviços podem apresentar respostas distintas sobre uma mesma empresa, produto ou tema.
Uso se concentra à tarde
A tarde é o período com maior incidência de uso, citado por 46% dos usuários. À noite, o índice chega a 39%, enquanto 32% afirmam utilizar IA pela manhã. Para 33%, o horário varia ao longo da semana.
Entre jovens de 16 a 24 anos, 47% afirmam que o horário de uso varia bastante ao longo da semana. Nas classes A e B, o uso durante a tarde chega a 57% e 55%, respectivamente.
O aprendizado sobre a própria tecnologia também acontece por diferentes canais. Entre os entrevistados que buscam aprender sobre IA, 54% apontam vídeos no YouTube como uma das fontes utilizadas.




