Há um ponto em que, na avaliação de Paulo Baba, head de estratégia da Sherpa42, o mercado internacional avançou de forma mais eficiente do que o brasileiro: o envolvimento estratégico das agências especializadas antes da execução das ativações. “Contribuindo, por exemplo, na definição de territórios, formatos, conceitos e plataformas para além da execução”, analisa.
Para o executivo, esse seria o modelo ideal de relação entre cliente e agência, com potencial para evitar o crescimento de uma indústria concentrada em volume, mas com pouca relevância estratégica ou resultado acionável para as marcas.
Baba entende que o Brasil já reúne condições para avançar nessa direção. “As pessoas estão mais interessadas em experiências verdadeiras. O Brasil é um dos protagonistas desse momento, com trabalhos genuinamente inovadores e criativos sendo colocados na rua.”
O entrave, em sua visão, está na pressão por custos e na remuneração das agências. O executivo critica “a redução de custos e da própria remuneração da agência como critério dominante no processo de decisão dos projetos, muitas vezes sacrificando a qualidade criativa, a estratégia e o craft para focar apenas a eficiência financeira”.
Baba cita o trabalho desenvolvido para Johnnie Walker no Lollapalooza Brasil 2026 como exemplo de participação da Sherpa42 desde a concepção até a execução. A agência esteve envolvida na tradução do briefing em plataforma criativa, na implementação durante o festival e no desenvolvimento de um toolkit para desdobramento em outros eventos e iniciativas.
A incorporação da inteligência artificial se reflete tanto na estrutura interna da Sherpa42 quanto nas soluções usadas para mensurar os resultados dos projetos. Em 2023, a agência iniciou um trabalho estruturado com consultorias externas, com um assessment de oportunidades em cada área e treinamentos voltados ao desenvolvimento da equipe.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 07 de setembro.




