O modelo de contratação é, novamente, um dos desafios enfrentados pelas lideranças das agências de live marketing. Brenda Maia, CEO da Eagle, afirma que a complexidade do setor dificulta a forma como os trabalhos são mensurados e cobrados.
Segundo ela, há “modelos de contratação, muitas vezes conduzidos por áreas de compras com critérios que privilegiam preço e prazo, sem considerar adequadamente o valor estratégico, a complexidade e a responsabilidade envolvidas em uma experiência de marca”.
Brenda também aponta que os prazos de pagamento prolongados afetam não apenas as agências, mas também fornecedores e empresas menores envolvidas nos projetos. “Outro ponto são os prazos de pagamento muito longos, que pressionam o fluxo financeiro das agências e de toda a cadeia de fornecedores. Esse desequilíbrio limita investimentos, afeta especialmente empresas menores e dificulta a evolução sustentável do mercado.”
Na Eagle, segundo a CEO, a tecnologia já permite aprofundar a leitura de comportamento em experiências presenciais, indo além da contagem de público ou da geração de leads. “Contamos com parceiros e tecnologias capazes de aprofundar essa leitura em experiências presenciais. Em uma feira, por exemplo, já é possível acompanhar os fluxos dentro de um espaço, identificar onde o visitante permaneceu por mais tempo e quais conteúdos ou ativações despertaram maior interesse. Isso permite ir além da simples geração de leads e compreender melhor o comportamento do público durante a experiência”, explica a executiva.
Além dos desafios, Brenda defende que as marcas pensem em recorrência para ampliar o impacto das experiências. Na visão da executiva, uma grande ação pode gerar repercussão, mas a construção de lembrança e vínculo depende de diferentes pontos de contato ao longo do tempo.
“É importante pensar em recorrência. Uma única grande ação pode gerar impacto, mas a construção da lembrança e do vínculo com a marca depende de diferentes pontos de contato ao longo do tempo. Experiências recorrentes ajudam a manter a marca presente e a aprofundar essa relação com o público”, explica. Essa leitura transforma a experiência de marca de uma lógica episódica para uma construção mais contínua. “Quando há consistência, o público não apenas vê a campanha. Ele vivencia o posicionamento da marca.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 07 de setembro.




