Lançada em fevereiro deste ano, a YouDare é uma das operações mais recentes do Grupo Dreamers, que também abriga a Artplan. A agência é liderada por Stephanie Campbell e Cleber Paradela, ambos ex-DM9, e chega ao grupo com uma proposta mais específica: usar tecnologia, cultura e velocidade operacional para disputar atenção em t-empo real.
Na visão de Stephanie, co-managing director e CSO da YouDare, a cultura é o campo de batalha da agência. Esse posicionamento traduz a forma como a YouDare trabalha com inteligência artificial. Segundo Stephanie, a tecnologia não entra apenas como ferramenta de apoio. “A tecnologia é usada no modo always beta. Não utilizamos IA na nossa operação, nós operamos em IA”, afirma.
A executiva cita o AI.Dare, ecossistema agêntico desenvolvido pela agência, como exemplo dessa lógica. Nele, dados do cliente, design system e agentes orbitam um mesmo cérebro operacional, em um loop contínuo. “Nossos times aceleram entregas por meio da automação com supervisão humana e dobram a capacidade criativa trabalhando lado a lado com a tecnologia.”
AI.DARE
Para a executiva, a possibilidade de criar uma estrutura como o AI.Dare está ligada diretamente à independência. A agência, diz ela, consegue desenvolver ferramentas próprias. “Temos liberdade e muita agilidade para desenvolver soluções que nos permitem operar um sistema que fica mais inteligente a cada rodada, algo que uma grande rede levaria anos apenas para aprovar internamente”, alega.
A conquista da conta da RD Saúde ajuda a materializar esse argumento. Em maio de 2026, a YouDare passou a atender marcas como Raia, Drogasil, Bwell e Needs. Segundo Stephanie, o cliente precisava automatizar processos, ganhar escala e ampliar a produtividade de forma rápida. Nesse caso, a tecnologia libera tempo para o que a agência considera central. “Só assim podemos dedicar o tempo dos nossos talentos ao que realmente importa: criar ideias que desafiem o mercado e penetrem na cultura e nas conversas.”
Para a executiva, a disputa das marcas não está apenas na capacidade de produzir mais peças ou ocupar mais canais. O desafio é ganhar relevância em um ambiente saturado por conteúdos parecidos. “A verdadeira disputa é por atenção em um mar de conteúdos irrelevantes, e não se ganha essa guerra com burocracia, mas com ousadia tática.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 03 de agosto.


