Que comecem os jogos… Ops. Para a maioria das pessoas, nada começou.
Quem trabalha com marketing político já está com a eleição na cabeça faz tempo.
Estratégia, posicionamento, narrativa, conversão, rejeição, pesquisa, redes, adversários.
Cada movimento já é analisado como parte de uma campanha que, na prática, só começou para os profissionais do setor.
Mas existe uma coisa que quem trabalha com isso às vezes esquece: O eleitor não está nem aí.
Pelo menos ainda.
Lembra um pouco o Festival de Cannes para quem trabalha com publicidade.
Dentro das agências, expectativa, torcida, discussão sobre campanhas, prêmios. Para o consumidor, quase nenhuma relevância.
Na política acontece algo parecido.
Enquanto estrategistas discutem quem largou melhor, quem acertou o discurso, quem encontrou um bom posicionamento e quem está fazendo besteira, a maior parte das pessoas está pensando no trabalho, nas contas, na segurança, no preço das coisas e na própria vida.
Só que, daqui a pouco, lá para o final de semana de setembro esses dois mundos vão se encontrar.
A campanha vai sair da bolha de quem faz política e entrar de vez na rotina de quem decide a eleição.
E aí começa a parte mais interessante.
Vamos descobrir quais estratégias realmente funcionaram. Quais narrativas conseguiram atravessar a bolha. Quem confundiu engajamento com voto. Quem falou muito para quem já concordava.
Quem conseguiu conquistar gente nova. Quem gastou uma fortuna e não construiu nada. E quem entendeu o eleitor antes dos outros.
Porque eleição também é um laboratório de comunicação.
Durante meses, todo mundo apresenta suas hipóteses.
No final, milhões de pessoas dão a resposta.
Que comecem os jogos.
Agora sim.




