Um pouco (ou muito?) do que se esperava, o mercado publicitário começa a reagir à crise provocada pelo coronavírus e mostrar (ou convencer) aos seus clientes-anunciantes que anunciar é sempre uma boa solução, na grande maioria das vezes infalível.

A verdade é que as agências, ainda que em home office, estão se movimentando para apresentar aos seus clientes-anunciantes ideias de peças isoladas e até mesmo de campanhas, como há muito não se via no mercado.

Preste o leitor atenção na qualidade das ideias dos comercias novos das TVs e do online, além da ocupação magistral do espaço de muitos veículos impressos para conferir que, apesar de uma pandemia que ainda não sabemos até quando vai, a qualidade da nossa publicidade se sobrepõe a isso, tornando-se inclusive mais um elemento positivo para receber elogios da população.

Esse procedimento, que exige esforços e muito talento, ajuda a população brasileira a gerar dentro de cada um de nós uma admiração, como há muito não via em nossa publicidade.

O Brasil é mesmo um país abençoado pelos talentos que possui em todas as áreas, com muito destaque para a publicitária, que vem merecendo de há muito a admiração dos investidores, gestores e executores dos aplaudidos trabalhos apresentados, notas máximas nas diversas importantes premiações ao longo do planeta, com destaque inegável para a maior e mais importante delas, que é o Cannes Lions, onde as nossas primeiras e modestas participações, não apenas na era dos filmes, como também em outros setores da mídia que foram surgindo com o tempo, chegavam a ser vaiadas até mesmo pelos próprios brasileiros presentes.

Tivemos (o então Caderno Propaganda & Marketing, hoje PROPMARK) a oportunidade de uma feliz ideia do saudoso Vitor Petersen em enviar dois ou três jornalistas especializados em propaganda (ainda com apenas colunas sobre o assunto em jornais de grande circulação e um pouco depois com curtos programas na televisão, cujo pioneirismo coube a Cicero Silveira, na TV Tupi), levando depois este editor para formar uma dupla com ele, cada qual com a sua nova notícia ou opinião sobre o que estava surgindo no mundo publicitário, onde o Brasil começava a despontar com grande qualidade criativa, em que pese faltando ainda uma finalização primorosa nas mesmas, que pudesse disputar “quase” em condições de igualdade com os melhores países participantes do famoso festival.

Aí reside sem dúvida o começo da nossa história publicitária de qualidade de ideias e de produção, que passou a ser admirada pelos países campeões do Cannes Lions.

O prosseguimento dessa história, que o leitor não para de admirar a cada ano que passa, a grande maioria dos frequentadores (brasileiros e estrangeiros) conhece: o Brasil está desde algum tempo entre os primeiros colocados no ranking do Cannes Lions, por fazer da sua publicidade uma das melhores dos participantes do famoso festival, associando com talento ideia e qualidade de produção.

Importante aqui ressaltar que não falamos apenas dos comerciais (filmes), mas também das peças impressas e de outras modalidades de publicidade, onde estamos desde alguns anos para cá como um dos concorrentes mais fortes do certame.

Até mesmo em atividades paralelas, como o Young Lions, estamos entre os primeiros, o que muito nos orgulha, porque revela uma condição crescente de bons profissionais brasileiros, que são os que continuarão o sucesso que alcançamos.


Enio Vergeiro, presidente da APP, sugere em e-mail ao mercado a doação do seu talento publicitário em prol da melhoria dos candidatos às eleições de 2020 e suas campanhas, na tentativa de reforçarmos a presença do nosso mercado na condução do Estado brasileiro.


Instigante a matéria de capa desta edição do PROPMARK, registrando o que muito tem se falado a respeito: o “novo” consumidor gerado pela pandemia. Segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto de Pesquisa Locomotiva, a indagação mais importante não é saber para onde vai o consumidor quando tudo passar, mas, sim, para onde ele não retornará mais.

Meirelles afirma que “o consumidor não volta para as relações de consumo anteriores. Ele conhece mais marcas e ampliou seu leque e empoderamento”. Ana Julião, gerente-geral da Edelman Brasil, que também pesquisou o “novo” consumidor, aponta que a confiança nas marcas será destaque.

Sandra Martinelli, presidente-executiva da ABA e profissional de grande experiência no mercado, afirma que, com a crise, acelerou-se o processo de transformação do comportamento do consumidor.

Imperdível também matéria sobre o boom nas vendas de vitaminas com a pandemia, cujo aumento já em março foi de 195%, contra março de 2019.

Igualmente imperdíveis as matérias sobre o lançamento da nova marca da Eletromidia, a nova campanha da CNN, o lançamento da “nova” TV Globo e a chegada do sinal do SBT nos Estados Unidos.


Também merece registro a matéria sobre a trajetória do já saudoso Enio Mainardi, que um dos seus maiores feitos foi a criação e manutenção da agência Proeme, com trabalhos sempre brilhantes para os seus clientes.


À Otima, nossos agradecimentos pela divulgação da foto deste editorialista em seus cartazes de ponto de ônibus espalhados pela cidade de São Paulo, com incontáveis passageiros e transeuntes relatando-nos o acontecimento.

Grato, Otima!