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A agência Manga – empresa de BTL criada em 2006 por Marcio e Carol Flores – incorporou a One International Sport Business, dos empresários Henry Guedes, ex-executivo da LGJ; Marcos Amaro, ex-sócio majoritário das Óticas Carol; Mario Moraes, ex-piloto da Indy e herdeiro do Grupo Votorantim; e Lucas di Grassi, atual piloto da Audi e Pirelli. O movimento cria o Grupo M, que mantém a Manga como principal empresa com filiais em São Paulo e no Nordeste, e com unidades exclusivas dedicadas a esporte – a Manga Sports – e ao mercado de saúde – a Manga Health. Até 2014, o grupo pretende abrir uma unidade no Rio de Janeiro, onde possui dois clientes importantes: Petrobras e L’Oreal.
As conversas duraram cerca de quatro meses. A intenção da One era crescer e ser capaz de entregar mais projetos na área de BTL. Para a Manga, era interessante ampliar sua atuação na área de esportes, fazendo-o de maneira estruturada. A Manga possui clientes como Johnson & Johnson, Bradesco, Nextel, Whirlpool, Kimberly-Clark e Ambev. Já a One International Sport Business trouxe para o novo grupo projetos como o TriStar, competição europeia de triathlon; a administração da carreira de jogadores como Jonas e Hulk; e projetos do próprio di Grassi, além de negócios para clientes como Alpargatas, Mizuno, Topper, Schioppa, entre outros. “Agora qualquer nova empresa poderá se incorporar ao grupo. Pode ser que tomemos a decisão de criar uma empresa focada no mercado de arte. Mas o importante, para nós, é fazer investimentos sustentáveis. É plantar, regar e pensar no retorno lá na frente”, diz Marcio Flores.
Segundo ele, há empresas fechando porque investiram demais em áreas que ainda não estão totalmente estruturadas no país. Uma delas é a de marketing esportivo. “A ativação de patrocínios esportivos ainda engatinha. Agora estamos começando a ver empresas dispostas a investir em ativação pelo menos um real para cada real investido no patrocínio, às vezes até mais dependendo do projeto. Mas um para um já é muito bom. Se o mercado se mantiver assim, será ótimo”, destaca Flores.
A unidade de saúde é um movimento natural. Ele diz que atende a área faz tempo e que a demanda cresceu a ponto de justificar a criação de uma unidade para atender clientes como J&J, Merck, O Boticário e Eurofarma. “Queremos quebrar paradigmas nessas áreas, fazer coisas inovadoras, que poucas empresas estão fazendo, fugir do convencional. É preciso investir na especialização. Um profissional que trabalha com saúde não consegue também trabalhar com marketing esportivo. São áreas diferentes. As linguagens são diferentes”, diz.
A próxima onda, segundo prevê, é a de empresas como a dele – focadas em estratégias de BTL –, que apostam em projetos com outras empresas. Ele explica: recentemente, toparam participar da reestruturação de uma empresa de computadores, criando ações de ativação e comprometendo-se a ponto de, se tudo funcionar, conquistarem 2% de participação nos lucros. Para Flores, o desafio maior não é criar ações inovadoras, mas sim colocá-las em prática. “A entrega é o grande desafio, principalmente no Brasil. Há grandes dificuldades de fornecedores. A criação está no nosso DNA, claro, mas o que faz a diferença, de fato, é a implementação. Quem precisou fazer um evento com um simples painel de LED no Nordeste sabe do que estou falando”, diz.
Projeções
O negócio vinha crescendo 40% ao ano e Flores destaca que espera que o grupo esteja faturando algo em torno de R$ 120 milhões até 2014 – seis vezes mais do que o faturamento atual. “Meus novos sócios não estão nesse negócio para brincar. Estamos falando de ajudar a construir a base dos negócios em que estamos envolvidos. Hoje há grandes atletas que não possuem sequer patrocínio, porque as empresas não entendem os benefícios de apoiá-los”, ressalta.
O que a empresa quer fazer é montar planos de investimento estruturados para empresas, que permitam que elas realizem inúmeras ações ligadas aos seus patrocínios – ações de vendas para um mailing especial, por exemplo, eventos que revertam em vendas e que possam ir além do patrocínio em si, como colocar um nome em uma camisa. “Por que a Bridgestone patrocinaria ciclismo, se eles nem fabricam pneus para bicicletas? Porque falar com o público que pratica triathlon, por exemplo, é uma oportunidade. É um público A/B, interessante para eles. E triatletas têm carro”, exemplifica Flores.