Novo organograma apresentado pelo Grupo nesta sexta-feira (8). (Divulgação)

O Grupo Globo anunciou nesta sexta-feira (8) como deve ficar sua estrutura após a integração das diferentes marcas a partir de janeiro. Anunciada hoje pelo presidente executivo Jorge Nóbrega, a estrutura é resultado da estratégia de transformação digital da Globo, iniciada em setembro de 2018, com o programa UmaSóGlobo.

TV Globo, Globosat, Som Livre, Globo.com, Globoplay e DGCorp vão se juntar em uma nova empresa que receberá o nome Globo.

Por meio de nota, o grupo afirma que “o programa UmaSóGlobo alia tecnologia e dados a conteúdos de altíssima qualidade, permitindo ampliar a oferta de experiências ao público. Sem abrir mão de sua crença na força da TV, a empresa trabalha para ser também um dos maiores players de produtos e serviços digitais (D2C) do Brasil.”

Em sua nova estrutura, a Globo continuará apostando no conteúdo como diferencial competitivo, usando princípios e técnicas dos produtos digitais, lineares e publicitários.

O grupo centralizará a criação e produção de conteúdos de forma separada dos canais e serviços, agrupará os negócios digitais em uma única área, concentrará as expertises corporativas em núcleos de competência para apoio a toda a empresa e buscará parcerias para explorar novos segmentos de negócio, relacionados a seus ecossistemas.

“A marca Globo como a conhecemos hoje, sinônimo de TV aberta, passa a dar nome a uma empresa nova, ampliada, integrada e orientada a novos desafios e oportunidades. Estamos transformando nossos negócios atuais e desenvolvendo novos. A experiência digital mudou muito a maneira como o público consome mídia, conteúdos e serviços, e nós mudamos junto. O investimento que estamos fazendo em novas tecnologias e modelos de negócio não implica abandonar as nossas forças tradicionais. Nossa estratégia amplia a força da televisão, ao unir TV aberta e TV fechada às oportunidades digitais, com o consumidor no centro do negócio”, explica Nóbrega.

Estrutura

Nessa nova estrutura, Paulo Marinho, à frente de ‘Canais Globo’, responderá pela TV Globo, pela gestão de sua rede de afiliadas e pelo portfólio dos canais de televisão por assinatura.

A ‘Criação & Produção de Conteúdo’ será liderada por Carlos Henrique Schroder, que vai comandar a criação e produção, para todas as plataformas, de conteúdos de Entretenimento, Esporte e Jornalismo. A orientação editorial do jornalismo da empresa continuará sendo exercida pelo Conselho Editorial do Grupo Globo, que conta com a participação de Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Globo.

Jorge Nóbrega apresenta nova estrutura do modelo integrado

‘Produtos & Serviços Digitais’ estará a cargo de Erick Brêtas, gerindo o portfólio de iniciativas digitais, como Globoplay, G1, Globoesporte.com, Gshow, a home da Globo.com, o Cartola e novos produtos e serviços que continuarão a ser lançados.

Concentrando toda a venda de publicidade, a área de ‘Soluções Integradas de Publicidade’, sob a direção de Eduardo Schaeffer, monetizará os inventários lineares e digitais, com a missão de maximizar a receita publicitária, oferecendo oportunidades para marcas e anunciantes que serão substancialmente alavancadas por inteligência de dados, gerando ainda mais resultados mensuráveis para os clientes.

A aquisição de diversos tipos de direitos necessários à produção audiovisual, principalmente em esporte e entretenimento, estará também reunida numa nova área, ‘Aquisição de Direitos’, sob a liderança de Pedro Garcia.

Comandada por Rossana Fontenele, a área de ‘Estratégia & Tecnologia’ será responsável pela proposição da visão de longo prazo do negócio, parcerias e alinhamento estratégico. ‘Tecnologia’, disciplina fundamental para a transformação da Globo em uma empresa mediatech, também se reportará a Rossana.

‘Marca & Comunicação’ terá Sergio Valente à frente. ‘Finanças, Jurídico & Infraestrutura’ responderá a Manuel Belmar. Claudia Falcão vai liderar ‘Recursos Humanos’. Paulo Tonet comandará ’Relações Institucionais’. E Marcelo Soares estará à frente da ‘Som Livre’ – acumulando essa função com a gestão do ‘Sistema Globo de Rádio’.

A ‘Editora Globo’, sob a direção geral de Frederic Kachar, permanecerá com gestão independente da nova estrutura Globo, se reportando a Jorge Nóbrega.

Roberto Marinho Neto assumirá a liderança da ‘Globo Ventures’, saindo do comando do Esporte. Na Globo Ventures, será responsável pelos investimentos diretos dos acionistas em novos negócios, mantendo uma relação constante de proximidade e atuação articulada com a Globo.

Jorge Nóbrega: “Seremos em pouco tempo uma mediatech, com soluções mais flexíveis e ofertas muito variadas para as pessoas consumirem nosso conteúdo exclusivo por via digital ou da forma que elas quiserem.”

“O modelo que apresentamos é um passo muito importante em nossa jornada de transformação. Escolhemos nos organizar por produtos e serviços – lineares, digitais e publicitários – e não por gêneros de conteúdo, permitindo um olhar de portfólio multigênero e multiplataforma. Com isso, o Esporte deixa de se organizar como uma vertical de negócio. A criação e produção de conteúdo esportivo será parte da área integrada de Criação & Produção de Conteúdo e as demais funções estarão distribuídas nas outras áreas da empresa. Os ganhos alcançados com a integração do Esporte, em 2016, foram fundamentais para darmos esse passo hoje. Sob a liderança de Roberto Marinho Neto, fizemos história na cobertura das Olimpíadas e da Copa do Mundo, mas também na gestão integrada de direitos e no conhecimento do torcedor brasileiro, comprovando o potencial de atuarmos juntos”, esclarece o presidente executivo da Globo.

As mudanças começam a ser implantadas em janeiro e a evolução desta primeira etapa da estrutura organizacional da Globo será detalhada nos próximos meses, como parte dos desdobramentos do programa UmaSóGlobo.

“Para maximizar o valor dos nossos negócios como um todo, vamos ganhar mais eficiência com estruturas integradas, manter a qualidade dos nossos conteúdos, agregar tecnologia que nos permita experiências diversificadas de consumo e incorporar análises de dados do consumidor para alimentar a criação de conteúdos, a sua oferta direcionada, a melhoria dos serviços e a publicidade. Seremos em pouco tempo uma mediatech, com soluções mais flexíveis e ofertas muito variadas para as pessoas consumirem nosso conteúdo exclusivo por via digital ou da forma que elas quiserem. Essa Globo, que nasce em janeiro, é uma empresa única, com dois corações, um no conteúdo diferenciado e o outro na tecnologia e nas oportunidades que ela traz”, conclui Jorge Nóbrega.