Em um cenário de mídia cada vez mais fragmentado, a TV aberta segue sendo um pilar essencial da comunicação brasileira.
Longe de representar o passado, ela continua cumprindo um papel estratégico para a sociedade, para o mercado e para a democracia.
Dados do estudo Inside Video 2025, da Kantar Ibope Media, mostram que a TV linear permanece como a principal forma de consumo de vídeo no Brasil, com alcance praticamente universal.
Em um país diverso e desigual, poucos meios conseguem combinar escala, capilaridade, gratuidade e confiança como a TV aberta.
Para o consumidor, ela representa acesso democrático à informação, ao entretenimento e aos grandes eventos ao vivo.
O estudo evidencia que o brasileiro não substituiu a TV com a chegada das plataformas digitais — ele passou a combinar meios.
Streaming, redes sociais e TV aberta coexistem, mas a TV segue central quando o assunto é jornalismo, esporte e entretenimento de grande relevância social.
Para o mercado anunciante, a TV aberta continua sendo um ativo estratégico.
Ela oferece alcance rápido, ambiente seguro, credibilidade editorial e capacidade comprovada de construção de marcas no médio e longo prazo, além de potencializar campanhas digitais em estratégias integradas e omnichannel.
Esse papel não é exclusivo do Brasil. Um estudo recente encomendado pela National Association of Broadcasters mostra que a radiodifusão aberta nos Estados Unidos gera US$ 1,19 trilhão em atividade econômica e sustenta 2,46 milhões de empregos.
O dado reforça que a TV aberta é infraestrutura econômica e social.
No campo da democracia, sua importância é ainda mais clara. A TV aberta garante acesso gratuito e confiável à informação, reduz desigualdades informacionais e sustenta o jornalismo profissional.
Segundo o mesmo estudo, só o jornalismo local movimenta US$ 54 bilhões em PIB nos EUA, evidenciando que jornalismo forte é base democrática e econômica.
O entretenimento também exerce papel central ao criar experiências coletivas, fortalecer a identidade cultural e conectar marcas, cidadãos e comunidades.
Do ponto de vista da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), fortalecer a TV aberta é fortalecer todo o ecossistema da comunicação.
Em um mundo de múltiplas plataformas, a TV aberta segue sendo a base presente e parte fundamental do futuro.
Sandra Martinelli é CEO da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) e membro do Executive Committee da EFA - World Federation of Advertisers