Os canais de mídia que espalham seus inventários nas ruas das cidades contabiizam processo evolutivo nos seus equipamentos de exibição de mensagens publicitárias, em especial nos últimos 10 anos.
As telas de alta resolução não estão mais restritas à Times Square, em Nova York, e outras capitais que transformam esse locais em pontos turísticos. Elas costumam ocupar pontos de grande circulação de pessoas e buscam se inserir no conceito de cidades inteligentes, narrativa que vem sendo incorporada ao trade como faz a ABOOH.
Ou seja, nas palavras de Richard Albanesi, CEO da The Led, as telas de led “passam a dialogar com a arquitetura das cidades e a desempenhar funções que vão além da comunicação comercial, compondo o conceito de arquitetura do OOH”.
O executivo da The Led acredita que o canal, que no primeiro semestre de 2026 teve faturamento de R$ 1,857 bilhão, 30% superior em relação a igual período de 2025, de acordo com o Cenp Meios, requer atenção à disciplina de planejamento.
“Quando existe planejamento, ele deixa de ser apenas um espaço para publicidade e passa a contribuir para a identidade urbana, oferecendo informação, orientando fluxos e criando experiências que fazem sentido para quem vive ou circula naquele ambiente. A tecnologia potencializa essa evolução, mas o ponto de partida é sempre pensar o papel da mídia dentro da cidade”, assegura o CEO da The Led, que vai adiante.
“À medida que o OOH passa a fazer parte da arquitetura e da dinâmica das cidades, a quantidade de telas deixa de ser, por si só, um diferencial. O que importa é como esses ativos se integram ao espaço urbano e qual valor agregam a ele. Localização, qualidade, tecnologia e relevância para quem circula passam a ser tão importantes quanto a escala. O diferencial não está em ocupar mais espaços, mas sim em como qualificar esses espaços, criando soluções que façam sentido para a cidade, para as pessoas e para as marcas.”
Albanesi chama a atenção para algo que a mídia outdoor oferece aos anunciantes: escala global por meio do recurso programático. “Sim, é uma tendência. Esse modelo já permite que campanhas sejam negociadas de forma automatizada, considerando fatores como localização, horário, perfil de audiência e contexto, tornando a operação mais eficiente e acessível para diferentes perfis de anunciantes”, coloca o executivo, enfatizando como o OOH se integra aos demais canais e, consequentemente, ampliar alcance e ROI.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 05 de outubro.





