Prêmios

Linha direta

 

“Prêmio pra mim é bom, pros outros é marmelada”. (Do saudoso Neil Ferreira)

Houve época em que o mercado publicitário brasileiro tinha pouquíssimos prêmios, sendo a maioria regionais.

Estou falando dos anos 60, quando a atividade publicitária em nosso país, revigorada pelo pós-guerra em virtude dos investimentos de grandes empresas multinacionais, foi obrigada a se modernizar para atender à demanda de anunciantes cada vez mais exigentes.

Em meio a esse movimento de avanço das marcas e com a televisão familiarizando as mensagens comerciais junto ao grande público, surge uma premiação que se propõe a destacar realmente o que de melhor se fazia na época em termos de comunicação publicitária.

O intuito subjacente era através da competição e comparação dos trabalhos inscritos, aperfeiçoar a sua qualidade, estimulando o inegável talento dos publicitários brasileiros.

Essa premiação foi denominada de Colunistas, em virtude dos seus criadores assinarem colunas especializadas em jornais e revistas da época. Desses quatro vanguardeiros (Cicero Silveira, Eloy Simões, Fernando Reis e o autor destas linhas), resta vivo e em plena ação no jornalismo publicitário este último (e tomara que por muitos anos ainda).

Atrevo-me a dizer, em meu nome e em nome dos que se foram, que o Colunistas em muito ajudou (e ajuda até hoje) a qualificar a comunicação publicitária em nosso país.

Com o passar do tempo e alguns entreveros com o muito depois surgido Clube de Criação de São Paulo, que também instituiu uma premiação para o setor, condensando os resultados no famoso e bem trabalhado Anuário, a paz voltou a reinar com a inclusão no júri do Colunistas, de renomados profissionais da criação publicitária, embora a reciproca não tenha ocorrido.

Afirmo que foi uma sábia decisão essa dos responsáveis pelo Colunistas, apagando de vez os efeitos das críticas que sofriam dos criativos, que alegavam não saberem os jornalistas reconhecer os segredos de uma boa criação publicitária.

Naturalmente, esqueciam-se, ou fingiam na época esquecer, que os jornalistas julgavam colocando-se na posição dos consumidores e não na de criativos publicitários.

Bem, o tempo passa, o tempo voa, como afirmava o tema de uma célebre campanha do extinto Bamerindus e eis-nos aqui apresentando uma vez mais nesta já histórica publicação do meio publicitário brasileiro que é a Revista Propaganda, os vencedores de duas versões do último Colunistas: Regional de São Paulo e Colunistas Brasil, ao qual concorrem os principais vencedores de todas as regionais do Colunistas a cada ano.

Nas páginas que abrigam esses resultados, o leitor perceberá que estão representados na famosa premiação realmente os melhores trabalhos e trabalhadores da atualidade do mercado publicitário brasileiro.

 

 

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