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Grupo TV1 usa inteligência artificial para ampliar a personalização das ativações ao vivo

Agência combina tecnologia invisível, dados em tempo real e sensores para individualizar as experiências de públicos durante os eventos
Patricia Gerard, CBO do Grupo TV1: “Integração de competências faz diferença” | Imagem: Divulgação

O Brasil vive a “era da experiência”, na avaliação de Patricia Gerard, chief business officer (CBO) do Grupo TV1. Para a executiva, esse movimento acompanha uma mudança no comportamento do público. “Faz sentido porque lembramos do que vivemos tanto quanto do que assistimos”, afirma.

Ainda há, porém, espaço para evolução quando o mercado brasileiro é comparado ao cenário global. “Podemos incorporar cada vez mais a combinação entre experiência física e tecnologia de maneira menos aparente, com inteligência artificial, realidade mista, sensores, dados em tempo real e interfaces capazes de individualizar uma experiência mesmo dentro de um evento para milhares de pessoas.”

Nesse cenário, Patricia enxerga na inteligência artificial uma oportunidade para ampliar a personalização das ativações. “Na experiência, a fronteira mais interessante para nós é a personalização em escala. A IA permite começar a abandonar a ideia de que milhares de pessoas necessariamente precisam receber exatamente a mesma experiência.”

Dados, interações e conteúdos, segundo ela, podem gerar respostas diferentes para públicos distintos dentro de uma mesma ativação. “É esse encontro entre IA, internet das coisas e realidade mista que deve abrir uma nova etapa do live marketing.”

Internamente, o Grupo TV1 começou a estruturar o uso da inteligência artificial em 2023. O principal desafio identificado no início da jornada, de acordo com Patricia, não estava na tecnologia, mas na cultura da empresa. “Começamos a testar a tecnologia em diferentes etapas do trabalho, inclusive por meio de gêmeos digitais de perfis profissionais, e posteriormente criamos o GPTV1.”

Os primeiros usos se concentraram em processos nos quais os ganhos poderiam ser percebidos com maior clareza, como orçamento, pré-produção, gestão de custos e compras. O grupo criou ainda uma academia interna para ampliar o conhecimento e preparar os profissionais para trabalhar com essas ferramentas.

A integração entre diferentes disciplinas é outro ponto defendido pela executiva. Quando uma campanha se desdobra em digital, mídia, conteúdo e outras frentes de comunicação, o desafio está em reunir esses elementos em uma experiência física sem perder o conceito central da marca.

“É justamente aí que a integração de competências faz diferença. Dentro do Grupo TV1, temos operações de criatividade, live marketing, tecnologia, conteúdo, incentivo e relacionamento. Elas possuem processos próprios, mas podem trabalhar juntas quando existe valor nessa integração”, explica a executiva.

Patricia cita a Pixel Prompt como exemplo dessa abordagem. O projeto parte da ideia de integrar conteúdo e cenografia desde a concepção do espaço. “Partimos da ideia de que a cenografia não precisa mais receber o conteúdo depois de estar pronta. O próprio espaço pode nascer a partir dele.”

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 07 de setembro.

Vitor Kadooka
Vitor Kadooka
Repórter
vitor@propmark.com.br

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